NO PORTAL DA ETERNIDADE

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Willem Dafoe interpreta um dos pintores mais influentes na história da arte ocidental

Em 1948 o romancista e cineasta, Alexandre Astruc, publicou um ensaio que mencionava a expressão “camera-stylo” ou “camera-caneta”, em que se enaltecia o ato de filmar, o diretor não era somente um mero funcionário, preso as amarras do texto preexistente.

Para os franceses da Cahiers du Cinéma o cinema tradicional e a qualidade excepcional dos roteiros, de origem dos clássicos da literatura francesa, tornava o roteiro como sendo apenas uma tradução do texto literário.

O cinema deveria ser amplo e aberto para o trabalho dos atores, valorizando a mise-en-scéne. Na “política dos autores” o cinema tem que ter a cara daquele que o realiza, tanto pelo roteiro, sendo autobiográfico ou não, como pelo estilo empregado no filme, associado a personalidade do diretor.

No Portal da Eternidade (2018) do diretor americano Julian Schnabel, é um cinebiografia experimental que narra os últimos meses de vida do pintor Vincent van Gogh. Com cortes abruptos e excessivo uso do steadicam, imagens desfocadas, tenta passar o que o pintor estava sentindo no momento da criação e nos delírios.

Willem Dafoe foi indicado na categoria de melhor ator no Oscar este ano. Schnabel infelizmente não concorre como melhor diretor.

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