QUEM MEXEU NO MEU OSCAR?

87ª cerimônia de entrega dos Academy Awards
87ª cerimônia de entrega dos Academy Awards

Meu amigo cinéfilo (a), assim como alguns milhares de espectadores que reservaram uma parte do seu precioso tempo, para assistir a cerimônia de entrega do Oscar (2015), porém, que assim como eu, não tem a tal famosa, desejada e cara TV a cabo (e não me refiro àquela música do cantor Otto). Partilharemos aqui a angústia de ter que assistir na única televisão aberta: Rede Globo.

Primeiro passei pelo ultrapassado programa Fantástico, isso mesmo meu amigo, não tivemos o direito de nos refastelar com a entrada das estrelas no tapete vermelho. Além de a premiação ter começado antes do programa global ter acabado, logo em seguida ainda tinha o tão sonhado e esperado, Big Brother Brasil (não vou me ater em ter que dá a minha opinião sobre o reality, pois propaganda gratuita é outros quinhentos).

Depois de sobreviver aos dois paredões (eu tinha que usar essa expressão, desculpem), a emissora finalmente cede o espaço para o Oscarito. Que esse ano não contou a presença irônica do ator José Wilker, morto no ano passado aos 67 anos de um ataque cardíaco. Colocaram no lugar dele o jornalista Artur Xexéo e o ator Lázaro Ramos (nem fede nem cheira).

A mestra de cerimônia ficou por conta de Maria Beltrão (nenhum dos três conseguiu comentar de forma critica nenhum dos filmes que estavam concorrendo, no máximo soltavam um: eu gosto desse, eu gosto daquele, esse não vai ganhar. Caralho!!! Custa explica porque gosta. Assim fica fácil), ela conseguiu constranger o programa em alguns momentos; quando do nada soltava um “adorooo” ou quando trocava o nome de Xexéo por Wilker (seria o espírito zombeteiro do Zé por ali? Nunca saberemos). Era o que tínhamos naquela noite.

O que custa convidar críticos de verdade para apresentar o programa, nada contra, qualquer pessoa hoje em dia pode falar, comenta e expressar sobre qualquer assunto, principalmente sobre cinema (o que algumas pessoas acham que é fácil falar sobre eles, qualquer rola bosta se diz crítico). Mas quando vão fazer uma matéria sobre economia ninguém convida uma dona de casa para debater sobre o assunto, sempre chamam um especialista na área. Por que não fazer o mesmo quando o tema é cinema? Fica a dica Rede Globo, qualquer coisa eu estou aqui, me chamem rsrsrs.

Era legal quando a transmissão era feita pelo SBT, a emissora do Silvio Santos sempre deixava um espaço para a chegada dos atores (o link era ao vivo e direto de Los Angeles). Você ia entrando no clima, vendo seus astros favoritos aportarem Teatro adentro, criando expectativas, torcendo, enfim, nostálgico.

O responsável pelos comentários era o Rubens Ewald Filho, crítico de cinema brasileiro, autor de vários guias sobre cinema. Tem gente que torce o nariz pra ele, mas na hora do pega pra capar, muitos recorrem as suas críticas. Qualquer crítico comenta como quer, a óptica que temos de um filme nunca vai ser igual à de outra pessoa, é como impressão digital, diferente.

Neil Patrick Harris foi o anfitrião da noite no Dolby Theater, na cidade de Los Angeles, Estados Unidos. O comediante é mais conhecido pela sua interpretação no sitcom How I Met Your Mother (no Brasil, Como Conheci Sua Mãe), lá ele interpretava o bon vivant Barney Stinson (que já deveria ter o seu próprio spin off do personagem, de tão bom que ele era).

Ele ficou de cueca no palco (homenagem à cena em que o personagem do Michael Keaton dá uma voltinha no meio da Broadway em Birdman, em trajes íntimos). Vai ver a Academia achou que isso era o que mais se aproximava de quebra de protocolo. Neil Harris não é um novato na apresentação de premiações importantes, já apareceu como apresentador no Emmy Awards e no Tony.

Aqui, ele seguiu o roteiro, fez como estava previsto, não improvisou, o que tornou sua presença morna. E riu sozinho das próprias piadas. Eu esperava por um “isso merece toca aqui” ou “vai ser le-gen-dá-rio”, só que não.

Sou da época em que o Billy Cristal levava doses de uísques para o Jack Nicholson, enquanto este fumava de maneira nada discreta o seu charuto. Ou quando a linda Björk aparecia cantando com o seu figurino de pato. Roberto Benigni envergonhado todos, sem conseguir achar o caminho do palco, passando por cima da cabeça de seus colegas. Elia Kazan recebendo seu Oscar Honorário (1999) e a parte hipócrita de alguns atores que se recusaram a se levantar e bater palma para o veterano diretor, no passado ele foi acusado de denunciar pessoas da classe artística de Hollywood para o comitê do Senador McCarthy (o caso ficou conhecido caça às bruxas, no período do Macartismo). Steve Martin e as suas horrorosas paródias. Foram tantas emoções…

COMPORTAMENTO DE MANADA

Isso mesmo foi o que pareceu, um verdadeiro comportamento de manada, por parte da plateia, depois que a atriz Patrícia Arquette (Boyhood) recebeu o prêmio de atriz coadjuvante. Ok, o discurso dela foi bonitinho e tal, agora sabemos que ela é uma atriz engajada… blá, blá, blá, mas precisava toda vez que alguém subia no palco para receber a estatueta, TODOS, se levantavam novamente.

Querendo emocionar ou disfarçar o fato de terem deixado de lado a diretora negra Ava DuVernay (Selma), Common e John Legend interpretaram a canção “Glory”, ao fim da apresentação deles todos aplaudiram de pé, aos prantos. Ponto apenas para Legend que lembrou a cantora Nina Simone, em seus agradecimentos.

Agora mandem prender quem decidiu homenagear o musical chatopracaramba A Noviça Rebelde (1966), juntamente com a desempenho a “noiva da noite” de Lady Gaga. Se queriam prestar homenagem para um musical, escolhessem My Fair Lady (1965), que esse ano completa cinquenta anos de lançamento. Doutor Jivago (1965) e Repulsa ao Sexo (1965), também fazem aniversário de cinquenta anos e passaram em branco pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

Mesmo com uma história manjada de um professor autoritário que tenta extrair o máximo de seu jovem aluno, J.K. Simmons (Whiplash) era de longe o melhor dos indicados, construiu uma carreira discreta no cinema e na televisão (não tem como não se lembrar do seu personagem Vern Schillinger no seriado OZ, 1997-2003) e o J. Jonah Jameson chefe zangado de Peter Parker na franquia do Homem-Aranha (2002).

Eu teria substituído Meryl Streep (ela quer o quê, entrar para o livro dos recordes), por Jessica Chastain, ela apareceu na ficção cientifica Interestellar (2014), fazendo a filha do personagem Cooper, vivido por Matthew McConaughey. O filme foi indicado em categorias técnicas e não emplacou nos prêmios principais.

O tão comentado Boyhood: da infância à juventude (2014), que teve seis indicações, acabou ganhando apenas na categoria de melhor atriz coadjuvante. Parece que os doze anos de filmagem não foram suficiente para sensibilizar os votantes da Academia.

O vencedor na categoria de roteiro original ficou com Alejandro González Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris, Jr. e Armando Bo. Boyhood também concorria, o que achei um tanto injusto, Birdman lembra Crepúsculo dos Deuses (1950), a mesma decadência e arrogância dos personagens centrais Riggan Thomson/Norma Desmond. Birdman não foi o primeiro filme a contar a história de ascensão e queda de astros de Hollywood. Richard Linklater, lembre-se, da próxima vez faça um filme em quinze dias!

Mas, a INJUSTIÇA maior foi o fato de terem ignorado Ralph Fiennes para o posto de melhor ator em O Grande Hotel Budapeste (2013) (mesmo que ele não ganhasse). O que faz Bradley Cooper (Sniper Americano, 2014), pela terceira vez consecutiva indicado nessa categoria?

Fiennes, magro, esbelto, fino e chique como o concierge Gustave.H, que tem o hábito de namorar ricas senhoras e acaba se envolvendo no roubo de um valioso quadro. Ficou de fora, não gostei. Era para ter entrado no lugar de Cooper (que também não ganhou, de novo). É impressão minha ou acabei de definir o Ralph Fiennes como um palito de fósforo? Sim meu caro o cinéfilo. A certo apreço pelos esguios. Culpa do Wes Anderson, quando deixou o Bill Murray magro, no Os Excêntricos Tenenbaums (2001).

Já a vencedora de melhor atriz Julianne Moore (outra que foi aplaudida de pé, o que tinha naquelas poltronas ontem, pregos?), pelo drama Para Sempre Alice (2014), achei que ela merecia, pela carreira de bons filmes da atriz, por já ter sido indicada cinco vezes. Mas confesso que a inglesinha Felicity Jones, deveria ter levado também o prêmio. Não é fácil ter que manter um relacionamento com alguém com qualquer tipo de doença, seja ela degenerativa, física ou mental. Ela não precisou bradar em cena, convenceu com determinação e força, sem deixar de ser suave e elegante, com um personagem que poderia desembocar para o melodramático.

O PASSÁRO NEGRO

E depois que eu passei uma hora na fila do cinema (com o meu namorado, coitado dele, o pobre sofreu), em pleno domingo de carnaval, para comprar o ingresso para A Teoria de Tudo (2014). Esse filme tinha que ganhar alguma coisa. Mas precisava ser o Oscar de melhor ator? Tinha outras categorias em que ele poderia ter ganhado. Meu querido Batman/Birdman, Michael Keaton e o seu chicletinho não precisavam passar por isso.

A Academia tem tara por premiar atores que interpretam personalidades famosas: Daniel Day-Lewis (Lincoln), Sean Penn (Milk), Jamie Foxx (Ray), Geoffrey Rush (Shine), F. Murray Abraham (Amadeus), Ben Kingsley (Gandhi), entre outros. Keaton deveria fazer como Bill Murray (Encontros e Desencontros, 2004), “se eu soubesse que não ia ganhar, não teria vindo”. A frase foi proferida quando ele perdeu o Oscar para Sean Penn (Sobre Meninos e Lobos, 2003). Como toda exceção tem sua regra, Russell Crowe, não venceu quando interpretou o conhecido matemático John Nash. Emma Stone que fez bem levou seu Oscar de Lego a tira colo.

Nem tudo estava perdido, dessa vez não resolveram fazer aquela dobradinha (enganadinha, para ser mais exata), quando deram a estatueta de melhor filme para Steve McQueen, por Doze Anos de Escravidão (2013) e de melhor diretor para Alfonso Cuarón e o seu hipnótico Gravidade (2013). Birdman levou os três principais prêmios: melhor filme, diretor, roteiro original e fotografia (Emmanuel Lubezki).

Achei curioso não terem nem indicado Birdman para melhor montagem, já que as cenas duravam mais de quinze minutos, mesmo não sendo inovador o uso ininterrupto do jogo de câmera para os planos-sequências, deve ter sido complicado na hora da edição. O resultado final foi uma linguagem pop satisfatória.

Ponto alto para Iñárritu, quando ele lembrou que quem vai dizer se o filme vai se tornar um clássico ou não, é o tempo (modesto ele, queria eu ter toda essa modéstia).

Ao receber o Oscar de melhor filme, ele agradeceu ao Michael Keaton, que acho que não levou o de melhor ator, por culpa da grandiosidade do próprio Birdman. No caso de Julianne Moore (Para Sempre Alice, 2014), ela carregou o filme nas costas, assim como Eddie Redmayne (A Teoria de Tudo, 2014), nem um desses dois filmes tiveram muitas indicações. Para Sempre Alice só teve essa indicação de melhor atriz, na qual venceu. A Teoria de Tudo foi indicado para melhor filme e trilha sonora, e perdeu.

Birdman é o contrário. É o filme que carrega Michael nas costas. Ele merecia ter ganhado; pela irreverência do personagem, pela desmitificação do mito do herói no cinema, por ter conseguido extrair de si mesmo o fato que depois de tanto tempo sem nunca ter sido reconhecido pela crítica especializada, através de uma interpretação dentro dos seus limites cênicos (quem conhece a filmografia do ator e assistiu ao filme sabe do que eu estou falando), que se pode sim, ir além.

Atores fadados ao esquecimento podem do “nada” surpreender em filmes independentes como Birdman. Aí vem pergunta, terá o filme ganhado tanta notoriedade por causa da sua história ou pelo “resgate” do ex-intérprete do homem-morcego? Provavelmente viram outros por aí, mas enquanto não chegam, esse ainda continuar alardeando a memória de muito cinéfilo.

CONFIRA A RELAÇÃO DOS INDICADOS E VENCEDORES DO OSCAR 2015 NA SUA 87ª CERIMÔNIA

MELHOR FILME

“Sniper americano”

“Birdman”

“Boyhood: Da infância à juventude”

“O Grande Hotel Budapeste”

“O Jogo da Imitação”

“Selma”

“A Teoria de Tudo”

“Whiplash”

 

MELHOR DIRETOR

Alejandro Gonzáles Iñárritu (“Birdman”)

Richard Linklater (“Boyhood”)

Bennett Miller (“Foxcatcher: Uma história que chocou o mundo”)

Wes Anderson (“O grande hotel Budapeste”)

Morten Tyldum (“O jogo da imitação”)

 

MELHOR ATOR

Steve Carell (“Foxcatcher”)

Bradley Cooper (“Sniper americano”)

Benedict Cumberbatch (“O jogo da imitação”)

Michael Keaton (“Birdman”)

Eddie Redmayne (“A teoria de tudo”)

 

MELHOR ATRIZ

Marion Cotillard (“Dois dias, uma noite”)

Felicity Jones (“A teoria de tudo”)

Julianne Moore (“Para sempre Alice”)

Rosamund Pike (“Garota exemplar”)

Reese Witherspoon (“Livre”)

 

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Robert Duvall (“O juiz”)

Ethan Hawke (“Boyhood”)

Edward Norton (“Birdman”)

Mark Ruffalo (“Foxcatcher”)

J.K. Simmons (“Whiplash”)

 

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Patricia Arquette (“Boyhood”)

Laura Dern (“Livre”)

Keira Knightley (“O jogo da imitação”)

Emma Stone (“Birdman”)

Meryl Streep (“Caminhos da floresta”)

 

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Alejandro G. Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris Jr. e Armando Bo (“Birdman”)

Richard Linklater (“Boyhood”)

Max Frye e Dan Futterman (“Foxcatcher”)

Wes Anderson e Hugo Guinness (“O grande hotel Budapeste”)

Dan Gilroy (“O abutre”)

 

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Jason Hall (“Sniper americano”)

Graham Moore (“O jogo da imitação”)

Paul Thomas Anderson (“Vício inerente”)

Anthony McCarten (“A teoria de tudo”)

Damien Chazelle (“Whiplash”)

 

Melhor FILME ESTRANGEIRO

“Ida” (Polônia)

“Leviatã” (Rússia)

“Tangerines” (Estônia)

“Timbuktu” (Mauritânia)

“Relatos selvagens” (Argentina)

 

MELHOR DOCUMENTÁRIO

“O Sal da Terra”

“CitizenFour”

“Finding Vivian Maier”

“Last days”

“Virunga”

 

MELHOR ANIMAÇÃO

“Operação Big Hero 6”

“Como treinar o seu dragão 2”

“Os Boxtrolls”

“Song of the sea”

“O conto da princesa Kaguya”

 

MELHOR FOTOGRAFIA

Emmanuel Lubezki (“Birdman”)

Robert Yeoman (“O grande hotel Budapeste”)

Lukasz Zal e Ryszard Lenczewski (“Ida”)

Dick Pope (“Sr. Turner”)

Roger Deakins (“Invencível”)

 

MELHOR MONTAGEM

Joel Cox e Gary D. Roach (“Sniper americano”)

Sandra Adair (“Boyhood”)

Barney Pilling (“O grande hotel Budapeste”)

William Goldenberg (“O jogo da imitação”)

Tom Cross (“Whiplash”)

 

MELHOR FIGURINO

Milena Canonero (“O grande hotel Budapeste”)

Mark Bridges (“Vício inerente”)

Colleen Atwood (“Caminhos da floresta”)

Anna B. Sheppard e Jane Clive (“Malévola”)

Jacqueline Durran (“Sr. Turner”)

 

MELHOR MAQUIAGEM

Bill Corso e Dennis Liddiard (“Foxcatcher”)

Frances Hannon e Mark Coulier (“O grande hotel Budapeste”)

Elizabeth Yianni-Georgiou e David White (“Guardiões da Galáxia”)

 

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO

“O grande hotel Budapeste”

“O jogo da imitação”

“Interestelar”

“Caminhos da floresta”

“Sr. Turner”

 

MELHOR EFEITO VISUAL

Dan DeLeeuw, Russell Earl, Bryan Grill e Dan Sudick (“Capitão América 2: O soldado invernal”)

Joe Letteri, Dan Lemmon, Daniel Barrett e Erik Winquist (“Planeta dos macacos: O confronto”)

Stephane Ceretti, Nicolas Aithadi, Jonathan Fawkner e Paul Corbould (“Guardiões da Galáxia”)

Paul Franklin, Andrew Lockley, Ian Hunter e Scott Fisher (“Interestelar”)

Richard Stammers, Lou Pecora, Tim Crosbie e Cameron Waldbauer (“X-Men: Dias de um futuro esquecido”)

 

MELHOR CANÇÃO

“Everything is awesome”, de Shawn Patterson (“Uma aventura Lego”)

“Glory”, de John Stephens e Lonnie Lynn (“Selma”)

“Grateful”, de Diane Warren (“Além das luzes”)

“I’m not gonna miss you”, de Glen Campbell e Julian Raymond (“Glen Campbell…I’ll be me”)

“Lost Stars”, de Gregg Alexander e Danielle Brisebois (“Mesmo se nada der certo”)

 

MELHOR TRILHA SONORA

Alexandre Desplat (“O grande hotel Budapeste”)

Alexandre Desplat (“O jogo da imitação”)

Hans Zimmer (“Interestelar”)

Gary Yershon (“Sr. Turner”)

Jóhann Jóhannsson (“A teoria de tudo”)

MELHOR MIXAGEM DE SOM

John Reitz, Gregg Rudloff e Walt Martin (“Sniper americano”)

Jon Taylor, Frank A. Montaño e Thomas Varga (“Birdman”)

Gary A. Rizzo, Gregg Landaker e Mark Weingarten (“Interestelar”)

Jon Taylor, Frank A. Montaño e David Lee (“Invencível”)

Craig Mann, Ben Wilkins e Thomas Curley (“Whiplash”)

 

MELHOR EDIÇÃO DE SOM

Alan Robert Murray e Bub Asman (“Sniper americano”)

Martín Hernández e Aaron Glascock (“Birdman”)

Brent Burge e Jason Canovas (“O hobbit: A batalha dos cinco exércitos”)

Richard King (“Interestelar”)

Becky Sullivan e Andrew DeCristofaro (“Invencível”)

 

MELHOR CURTA-METRAGEM

“Aya”

“Boogaloo and Graham”

“Butter lamp (La lampe au beurre de Yak)”

“Parvaneh”

“The phone call”

 

MELHOR ANIMAÇÃO EM CURTA-METRAGEM

“The bigger picture”

“The dam keeper”

“Feast”

“Me and my moulton”

“A single life”

 

MELHOR DOCUMENTÁRIO EM CURTA-METRAGEM

“Crisis Hotline: Veterans Press 1”

“Joanna”

“Our curse”

“The reaper (La Parka)”

“White earth”