O Poderoso Chefão que se tornou o épico Italiano salta das páginas do livro de Mario Puzo para a violência clássica nas mãos do jovem diretor Francis Ford Coppola.

Al Pacino

A saga da família dos Corleones contada em mais de duas horas de filmes,era para ser cansativo e tedioso,isso se não fosse a jovialidade da direção segura do diretor Francis Ford Coppola.Que em 1972 realizou aquilo que até nenhum outro diretor conseguiu;um épico sobre a máfia Italiana.A história é sustentada pela trajetória dos Corleones,em especial na figura de Don Vito Corleone,interpretado pelo veterano ator Marlon Brando.

O seu inicio é todo grandioso,com um típico casamento La Italiana,com muitos comes e bebes,música,típicos mafiosos passeando pelo salão de festa,crianças correndo.Ele como anfitrião da festa recebendo em seu escritório cumprimentos e agradecimentos de outros mafiosos.Não se pode dizer que o filme é só sobre violência,máfia ou crime organizado,é também sobre a família e a lealdade que a envolve.E nada mais família do que a típica famiglia Italiana.Impermeada por tiros,sangue,violência,amor.Não foi fácil para Coppola sustentar os 175 minutos de filme,em uma história que poderia ser enfadonha e cair no seu ostracismo,se não fosse a sua direção segura de atores.

Na época teve gente que torceu o nariz para a escolha do papel principal que ficou com problemático Marlon Brando,ou até contratação do então desconhecido Al Pacino(faz o papel de Michael Corleone).Passando pela direção de arte,trilha sonora composta magistralmente por Nino Rota e apoiada por Carmine Coppola pai de Francis.Um filme de máfia sem cenas de violência não seria um filme,mas neste se ressalva duas,uma delas é a mais memorável de todas e talvez a mais conhecida do cinema;a do cavalo.Quando que para pressionar um produtor de cinema a incluir em seu filme um dos afilhados do Don Vito,cortam-lhe a cabeça de cavalo e a colocam na cama do tal produtor,que relutava em aceitar o ator em um de sues filmes.O Poderoso Chefão de 1972 é um filme impar,em todos os sentidos,Hollywood vinha de uma época em que se não estava muito na moda filmes de máfia,como foi nos anos 40 e 50.Arrebatou da Academia de Artes e Ciências apenas três Oscars,de melhor filme,roteiro adaptado e ator.Injusto pelo tamanho e pela grandiloqüência que tem o filme.Ficou de inspiração para outros filmes como Os Intocáveis,e serve para gerações futuras apreciar aquilo que um dia foi a Cosa Nostra.Coppola ainda dirigiu a parte dois,intitulada de;O Poderoso Chefão 2.

Os Corleones, já sem o Vito Corleone que morre no final do primeiro filme,e passa a vez para o filho Michael Corleone(Al Pacino reprisando o papel anterior).Que anteriormente já havia assumido o poder dentro da famiglia no primeiro filme.Deixando o contrabando de mão,e passando a controlar cassinos de Las Vegas e corrompendo  autoridades políticas.Coppola conseguiu o  feito de superar um filme que era excelente na sua forma e contexto,para realiza um segundo ainda melhor.Era para se chamar A Vingança de Vito Corleone mas como sempre o estúdio da Paramount foi contra e ficou mesmo com a parte dois.Se editasse dava dois filmes,por se tratar da infância e adolescência,até a fase adulta do personagem de Marlon Brando.   

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